19 setembro, 2017

UMA VEZ MAIS... MAREGA! E NÃO SÓ…


Com mais uma monstruosa exibição de Marega, o FC Porto lá acabou por arrecadar o 18º ponto em 18 possíveis. Não esperava eu, e provavelmente a maioria dos Portistas, uma entrada destas no campeonato, tendo em conta tudo aquilo que se tem passado ao longo dos últimos 4 anos, com as conhecidas consequências no último mercado de transferências.

Confesso que para além da consistência demonstrada mais uma vez pela equipa, a qual deve ser atribuída ao treinador, não posso deixar de referir que, mais uma vez, fiquei impressionado com a exibição do maliano. A velocidade aliada à força, conjugada com uma garra e capacidade física impressionantes têm feito do maliano o melhor jogador da equipa nos últimos jogos do FC Porto.

O objetivo deste post não é focalizar em apenas um jogador, neste caso Marega, porque o mérito deve ser associado ao coletivo (porque é esse que ganha campeonatos!), mas insisto que o exemplo de Marega é paradigmático das boas coisas que o trabalho de Conceição tem revelado nos primeiros meses ao comando do Dragão.

É indesmentível que o maliano não é um prodígio de técnica, nem de recorte técnico, tal como é indesmentível que o plantel do FC Porto não tem a profundidade que se exigiria a uma época tão longa com varias competições por disputar. Mas não deixa de ser indesmentível que o maliano tem sabido compensar isso com as características em que ele é melhor, como a força, velocidade e raça. Tal como o trabalho feito até aqui por Conceição, baseado no compromisso total dos jogadores, na entrega, na raça, na resistência e na simplicidade de resolução dos vários problemas que vão surgindo.

E esta será provavelmente a única forma do FC Porto ter sucesso este ano, ou seja, esconder ao máximo os seus pontos fracos e potenciar os seus pontos fortes. Estamos muito longe de ter um plantel com a qualidade da época 2010/2011 ou mesmo das épocas de Jesualdo Ferreira (que tinha Hulks, Falcões, Lisandros, Bruno Alves, Pepes, Luchos, etc, etc), isto para não falarmos do fantástico plantel campeão europeu em 1987, mas os sinais dados até agora são positivos. Dá a ideia que se trabalha mais do que se fala, que não se apregoa o “Somos Porto” mas sim pratica-se dentro de campo. É muito importante falar pouco, porque de palavras os últimos 4 anos estão cheios. É preciso sim recuperar aos poucos, porque os problemas não desaparecem de um momento para o outro como por magia, várias coisas boas que o FC Porto foi esbanjando ao longo dos últimos 4 anos, como por exemplo, a incapacidade desesperante quer na época de Lopetegui, quer na época de NES, de aproveitar as escorregadelas dos rivais. Pelo menos este ano, e vale muito pouco porque ainda estamos muito no início do campeonato, conseguimos aproveitar alguns deslizes de um dos rivais.

Uma última apreciação ao jogo da Champions. Sinceramente, pareceram-me exageradas algumas das críticas que li ao jogo do FC Porto perante o Besiktas. Até pode acontecer (espero muito bem que não!!!!), mas ler alguns comentários de que muito provavelmente o FC Porto nem um ponto faz nesta fase de grupos é manifestamente exagerado. Não temos um plantel com muita profundidade, mas temos qualidade suficiente para lutarmos em cada um dos jogos por pontos. Não creio até que o FC Porto tenha feito um jogo assim tão mau com o Besiktas, a verdade sim é que Casillas, sofreu um golo (determinante para o resultado final, numa altura em que tínhamos acabado de empatar o jogo) que nunca poderia ter sofrido, não só pela sua reconhecida qualidade e estatuto, mas pelo elevado ordenado que aufere. O FC Porto não paga tantos milhões a um GR para ele depois asneirar em pleno jogo de Champions League. Espero que a dose de golos perfeitamente defensáveis tenha terminado por aqui. Senão era preferível ter apostado em José Sá ou Vaná ou num qualquer jovem da equipa b.

É verdade que o jogo não se resume à péssima abordagem de Casillas no 2º golo dos turcos, o FC Porto possivelmente abordou mal o jogo (se bem que depois de comer não faltam pratos) e falhou as poucas oportunidades que criou sobretudo na 2ª parte. É importante já na próxima visita ao principado do Mónaco obter um bom resultado. A ver vamos...

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

Mais uma semana em que apenas tivemos o ANDEBOL em ação, e uma vez mais, nada positiva. Deslocação a lisboa para defrontar os de carnide, não tendo entrado nada bem no jogo, já que entrou logo a perder por 1-0, apesar de ter tido a 1ª posse de bola do jogo. Depois do 1-1 por Cuni Morales, a nossa equipa passou para a liderança do marcador através de Rui Silva. Foi esta uma das duas únicas vezes que lideramos o marcador, sendo a outra no 3-2.

Depois da igualdade a 3, andamos sempre atrás no marcador, e excluindo o 4-3, nunca mais com hipóteses de empate. Os mais de 46% de falhas técnicas (19 vs 13) acima do nosso adversário, poderá ser uma das explicações para o sucedido.

A próxima jornada traz o regresso a casa com a receção ao S. Bernardo, que esperamos, a vitória que se perspetiva para esse jogo seja um novo começo no trilho do sucesso.


AS OUTRAS MODALIDADES

A nossa equipa de HÓQUEI EM PATINS prossegue a preparação para a nova época, com um plantel ainda com muitas ausências, colmatadas por atletas da equipa B, tendo-se deslocado à cidade da Maia para defrontar os locais do Hóquei Clube da Maia, e depois uma das equipas do encontro entre Braga e Juventude de Viana. Sábado vencemos por 6-3, e domingo por 4-3.

No próximo fim de semana, iremos participar no torneio Solverde com o Lleida, Académica de Espinho e Oliveirense. O jogo de sexta será com o Lleida às 22h00, no sábado o 3º/4º lugar às 16h00, sendo que a final joga-se às 17h30.

A equipa de BASQUETEBOL defrontou a ovarense, tendo vencido por 77-73.

Dia 20 e 21, deslocação a Cáceres para defrontar os locais do Cáceres CB e o Club Melilla Baloncesto, duas equipas da Leb Oro. No sábado, será a vez de viagem até Palma de Maiorca para defrontarmos o Palma Air Europa também da Leb Oro.



Abraco,
Delindro













17 setembro, 2017

A VITÓRIA DA UNIÃO.


RIO AVE-FC PORTO, 1-2

O FC Porto foi a Vila do Conde consolidar a liderança e não deixou o Sporting fugir. Em seis jogos, outras tantas vitórias. Desta forma, os portistas conseguem ultrapassar mais um obstáculo, num campo onde um dos seus adversários directos escorregou.

Com o plantel com todos os jogadores disponíveis, Sérgio Conceição operou uma pequena revolução no onze e mudou o sistema táctico de 4x4x2 para 4x1x3x2.Herrera, Otávio e Aboubakar entraram para os lugares de Óliver, Corona e Soares Marega apareceu muitas vezes descaído para a direita e Aboubakar foi bem apoiado nas costas por Otávio.


Apesar de tudo não foi um bom jogo dos Dragões. Foi uma boa vitória, importante e que pode vir a ser determinante nas contas do campeonato. Apesar disso, os azuis-e-brancos conseguiram estancar a construção ofensiva do adversário e criaram uma oportunidade bem cedo por Brahimi.

O Rio Ave sentiu essa pressão mas foi-se soltando aos poucos. A equipa da casa foi subindo no terreno e incomodou de alguma forma Casillas.

Na etapa complementar, os portistas tiveram uma entrada mais forte e isso fez a diferença. Depois de Marcano e Aboubakar estarem na cara do golo, Danilo fez o primeiro tento da partida correspondendo a um canto batido por Alex Telles. O Rio Ave sentiu o golo e permitiu aos Dragões maior ascendência no jogo. Aos 67 minutos, Brahimi numa bela jogada pela direita, assistiu Marega que fez o golo que viria a ser determinante para o desfecho da partida.


Depois os portistas relaxaram e isso teve as suas consequências. Numa displicência da defensiva portista, aos 79 minutos, o Rio Ave reduziu o marcador e manteve o jogo em aberto.

Foram dez minutos de alguma incerteza e inquietação. O jogo ficou partido. Enquanto o Rio Ave tentava o empate, o FC Porto procurava suster as ofensivas vilacondenses e aplicar o golpe em contra-ataque. O jogo terminou com a expulsão de Marcão numa entrada às margens da lei sobre Marega.

O FC Porto recebe o Portimonense na próxima sexta-feira, num jogo a contar para a 7ª Jornada do campeonato. Uma vitória é essencial para depois visitar Alvalade na luta pela liderança, com uma viagem ao Mónaco pelo meio.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “A justiça da nossa vitória é inequívoca”

Vitória importante num campo difícil
“Todos os adversários são difíceis, mas o mais importante foi a vitória, a conquista dos três pontos. A justiça da nossa vitória é inequívoca. Na primeira parte, o Rio Ave manteve-se fiel aos seus princípios e construiu jogo a partir de trás, com qualidade. Tentámos e conseguimos, em alguns momentos, bloquear essa construção. Roubámos 15 bolas no meio-campo contrário, pelo que fomos eficazes na pressão alta. Tivemos oportunidades para ir para o intervalo em vantagem, mas não fomos eficazes.”

Segunda parte aberta e com golos
“Na segunda parte o jogo foi mais aberto e acabámos por merecer os dois golos que fizemos. Sofremos um golo numa altura em que estávamos a ajustar coisas na nossa defesa em virtude da saída do Alex Telles, mas há que dar mérito ao Rio Ave, que é uma equipa audaz e competitiva. Joga com muita qualidade e valorizou a nossa vitória. Vai ser muito difícil para qualquer adversário passar em Vila do Conde.”

Ajustes importantes
“Na primeira parte, sobretudo nos últimos 10/15 minutos, o Marega começou a jogar mais na frente e o Otávio mais descaído para a direita, mas são ajustes que se fazem. Vamos vendo como podemos provocar mais situações de golo. Todos os ajustes que são feitos durante o jogo são importantes.”


A escolha do onze
“Tenho um plantel não muito vasto em soluções, mas é muito competente e com jogadores de grande nível e qualidade. Tento sempre ajustar da melhor maneira e estrategicamente estamos preparados para os desafios. Nenhum treinador pensa nos jogos futuros pois o mais importante é o presente. Hoje entraram os 11 que achei que me davam mais garantis para ganhar.”

Seis jogos, seis vitórias
“Estamos no bom caminho e demos continuidade ao que de bom temos feito no campeonato. Não olhamos para os nossos rivais e para aquilo que fazem, só olhamos para nós e para o nosso trabalho, que é chegar ao fim de semana e ganhar. O campeonato é muito longo, é uma maratona com muitas etapas. Não estamos em bicos de pés e temos consciência do muito trabalho que ainda temos pela frente.”

O mar azul
“O apoio que os nossos adeptos nos têm dado é fantástico. Existe uma simbiose perfeita entre a equipa e os adeptos e vice-versa. Fico extremamente contente. O meu obrigado a todos os que vieram aqui apoiar-nos. Que este mar azul continue pois é sempre uma grande força para nós.”



RESUMO DO JOGO

16 setembro, 2017

MEMÓRIA E COERÊNCIA.


O sabor amargo da derrota chegou esta Semana. O resultado, a meu ver, acaba por ser enganador mas penalizou, essencialmente, a nossa ineficácia no último terço e também a falta de soluções no banco para contrariar o conjunto organizado e experiente do Besiktas. Não era isto que queríamos para iniciar a Liga Milionária, mas também não é o fim do Mundo. O apuramento continua perfeitamente em aberto e acredito que neste Grupo não haverá nenhuma que se irá sobressair, sendo a passagem disputada ao limite pelos quatro conjuntos. É hora de voltar a mudar o chip para a Liga, onde nos espera uma sempre complicada deslocação ao Estádio dos Arcos. 3 Pontos são Ouro, Ouro esse que todos esperemos que se possa espalhar sobre o Mar Azul que voltará a invadir Vila do Conde.

A semana ficou também marcada por um “caso” que envolveu o Aboubakar. Penso que todos conhecem a História, não sendo necessário estar com grandes explicações sobre o que se passou. Ponto prévio: Acho que o Camaronês não esteve bem. Acredito que nunca pensou que aquilo se pudesse alastrar às proporções que são conhecidas, muito por culpa da Imprensa afeta ao regime diga-se de passagem, mas a verdade é que a divulgação daquele vídeo, depois da partida e independentemente de ter sido filmado antes ou depois do jogo, era perfeitamente evitável e o nosso Ponta de Lança deveria ter tido esse cuidado, por respeito ao Clube, aos Colegas e aos Adeptos.

No entanto, isto não é motivo para se fazer um caso como a máquina de propaganda benfiquista o tentou fazer. Acredito que uma conversa séria no balneário seja o suficiente para que o Aboubakar perceba que errou e que isto não se volta a repetir. Porém, na minha opinião, esta situação é também uma boa oportunidade para muito boa gente fazer uma auto-reflexão.


Muitos daqueles que imediatamente criticaram o nosso número 9 pela sua atitude, são os mesmos que aplaudiram de pé alguém que teve atitudes como a que é ilustrada na imagem deste meu artigo. Todos conhecemos o contexto da imagem. O FC Porto empatava na Luz, ficava praticamente fora do título, o Treinador do FC Porto Julen Lopetegui acabava de ter um bate-boca à entrada do túnel com o Treinador do nosso rival Jorge Jesus e passado uns segundos acontecia isto. Então, como é que alguém pode criticar o Aboubakar pelo que se vê naquele vídeo e depois tratar como um Herói alguém que tem uma atitude destas, num jogo onde o FC Porto praticamente perdia o título em casa do maior inimigo?

Este é apenas um exemplo, poderia falar das últimas Épocas com Jesualdo onde as faltas de respeito para com o Treinador, Colegas e Adeptos eram constantes, poderia falar das saídas de campo amuadinho, também poderia lembrar o jogo de Lille (um dos primeiros jogos oficiais de Lopetegui) onde depois de ter sido nomeado um dos Capitães decidiu ser o primeiro a abandonar o terreno de jogo sem sequer agradecer aos adeptos que estiveram em França apenas porque foi lançado em jogo já perto do final da partida, entre outros casos de comportamentos menos felizes e pouco dignos de um Profissional do FC Porto.

Obviamente que gostos não se discutem e aceito que existam muitos Portistas, provavelmente a sua esmagadora maioria, que gostem do número 7 do Besiktas, no entanto, não posso aceitar nem permitir que muitas dessas pessoas, após passarem 70 minutos a aplaudir um adversário no nosso Estádio, venham depois atirar-se para cima de um jogador do FC Porto apenas porque ele teve uma atitude que é bastante menos grave do que aquelas que o jogador que tinham acabado de venerar teve com as nossas cores.

Domingo todos a Vila do Conde na luta por mais 3 pontos!

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

13 setembro, 2017

AS DEBILIDADES DO DRAGÃO.


FC PORTO-BESIKTAS, 1-3

Ao sexto jogo oficial, o FC Porto claudicou. Os Dragões estrearam-se na presente edição da Champions League com uma derrota clara, por números significativos, na sua própria casa e perante um adversário que, apesar de bons jogadores, historicamente é uma equipa sem grande tradição na prova.


As debilidades da equipa portista ficaram completamente expostas. O Dragão já se sabia que tinha um plantel curto para dar as respostas adequadas em todas as provas. Foi preciso apenas colocá-lo à prova na liga milionária sem dois activos seus (Aboubakar e Maxi) e a falta de soluções tornou-se evidente. Aboubakar fez falta, o mesmo não se pode dizer de Maxi. Mas os portistas estão claramente limitados nesta época.

O FC Porto terá de espremer bem este naipe de jogadores se quiser ter algum sucesso e Sérgio Conceição terá de ser capaz de fazer uma gestão mais equilibrada e bastante cautelosa para não perder o controlo nas competições que tem que enfrentar. Para a Liga NOS, o plantel é razoavelmente bom mas para a Champions League poderá não dar para os objectivos mínimos.

Naturalmente que é precipitado da minha parte estar a tirar conclusões no fim da 1ª jornada da prova mas a derrota por 3-1 frente ao Besiktas esta noite é significativamente preocupante. Não quer dizer que o FC Porto não possa chegar ao Mónaco daqui por quinze dias e fazer o que o Besiktas fez no Dragão mas há motivos para uma reflexão imediata sobre a performance da equipa azul-e-branca e o resultado alcançado frente aos turcos.


Este jogo foi a prova de que o esquema de Sérgio Conceição é demasiado curto e insuficiente perante adversários mais fortes. Jogar com dois médios não é fácil e coloca a equipa fragilizada, sujeita a dissabores. Na segunda parte, ao operar substituições e colocando o terceiro homem no meio-campo, o FC Porto já foi capaz de colocar o Besiktas em sentido. No entanto a finalização, a ausência do melhor ponta-de-lança da equipa e o regresso de lesão do segundo melhor ponta-de-lança do plantel, claramente fora de forma, revelaram-se decisivos para o desfecho. No banco, o FC Porto não tinha nenhum avançado, apenas médios e extremos.

Ao onze do FC Porto, o Besiktas respondeu com um meio-campo povoado. Daí retirou dividendos e foi premiado com um golo aos 13 minutos de jogo. Quaresma surgiu na direita, fez um cruzamento milimétrico e Talisca cabeceou para a baliza do estático Casillas. Marcano não foi lesto e deixou-se antecipar pelo jogador da equipa turca.

A este golo inicial, o FC Porto respondeu muito bem. Logo a seguir num cruzamento para a grande área, Soares cabeceou, a bola sobrou para Óliver Torres que rematou com o pé esquerdo estrondosamente ao poste da baliza turca. Mas aos 21 minutos, Alex Telles cobrou um canto, Marega fez-se ao lance e Tosic introduziu a bola de cabeça na própria baliza. Estávamos no melhor período dos Dragões na primeira parte. Acreditava-se que a reviravolta seria uma questão de minutos.


Marega ainda teve ensejo para rematar à baliza aos 23 minutos mas depois veio um balde de água fria. Tosun, jogador do Besiktas, rematou do meio da rua, obtendo um golo de belo efeito mas depois Casillas viu-se que ficou mal na fotografia. O remate apesar de potente, foi mal abordado pelo guardião espanhol.

O FC Porto sentiu bastante este golo. Não conseguiu reagir da melhor forma. Primeiro perdeu dinâmica e depois viu o Besiktas criar mais duas oportunidades junto à baliza de Casillas. Soares ainda rematou a rasar o poste mas o intervalo chegava com um Dragão algo combalido.
Ao intervalo, Sérgio Conceição retirou, surpreendentemente inexplicavelmente, Óliver, e colocou A. André. Fez entrar Otávio para o meio-campo ofensivo e saiu Corona. Marega foi para a direita e o FC Porto aproximou-se do 4x3x3. A reacção foi bastante positiva. Os Dragões ameaçaram a baliza contrária algumas vezes e os turcos foram obrigados a recuar no terreno.

Apesar disso, o FC Porto não foi feliz no último passe e não concretizou as poucas oportunidades criadas. Soares teve uma soberana oportunidade na cara do guarda-redes do Besiktas aos 60 minutos e depois Marcano cabeceou para a zona do poste direito da baliza contrária mas um defesa turco salvou junto à linha de baliza.


Perto do final do jogo, Babel “matou” a partida, colocando o resultado em 3-1 e desfazendo as dúvidas. O resultado é deveras pesado para os portistas que viram os outros adversários do grupo empatarem na Alemanha. Um empate no jogo de abertura teria sido um mal menor. Assim, os Dragões terão de ir buscar os pontos perdidos no jogo desta noite a outro lado se quiserem almejar alguma coisa nesta prova.

Não será nada fácil mas vamos aguardar e continuar a acreditar nesta equipa.

Notas finais para as boas exibições de Óliver (não se percebeu a substituição) e de Brahimi (conseguiu desequilibrar inúmeras vezes).
O FC Porto desloca-se a Vila do Conde no próximo Domingo para defrontar o Rio Ave a contar para a 6ª Jornada da Liga NOS. Três pontos são essenciais para manter a equipa no topo da tabela.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Nada está perdido”

A abordagem ao jogo
“É verdade que encontrámos uma equipa experiente e com qualidade individual, mas não nos podemos refugiar nisso, porque também temos uma equipa capaz, com qualidade. Penso que entrámos mal no jogo, mas aqui o treinador sou eu e assumo essa responsabilidade. Faltou-nos agressividade na primeira fase de construção de jogo do Besiktas. Eles jogaram muito à vontade e conseguiam variar o jogo muito facilmente e isso começou a criar dificuldades à nossa equipa. Eles marcaram o primeiro golo, nós reagimos bem, fizemos o empate e depois disso tivemos oportunidade de fazer o 2-1, o que tornaria tudo muito diferente. Entrámos na segunda parte modificando uma ou outra situação, encostámos o Besiktas e depois na parte final aconteceu o terceiro golo deles, que matou o jogo. Tinha que mudar alguma coisa: o Tiquinho [Soares] estava-me a pedir substituição e tive que o manter porque me faltou uma ou outra solução. Mas isso também não é desculpa. Era com estes que ia para a luta e assim foi. Nada está perdido, pois o Leipzig e Mónaco empataram e está tudo em aberto.”

As mexidas no meio-campo
“Tudo depende da dinâmica da equipa. Depende do que é o nosso processo defensivo. Os jogadores sabem o que têm que fazer para esse equilíbrio existir e não haver inferioridade numérica. Na primeira parte tentei meter o Brahimi mais pelo corredor central porque senti que havia alguma facilidade do Besiktas em jogar. Senti que um meio-campo mais povoado poderia ser benéfico e foi também por aí que mudei na segunda parte.”


O primeiro jogo europeu
“Não houve choque de realidade. Tivemos inúmeras oportunidades. As suficientes para quando o jogo estava empatado termos podido ir para a frente do resultado. Um golo muda em termos emocionais o que é a equipa e sobre os jogadores não há nada a dizer. Se há culpa de alguém é minha, porque a abordagem estratégica para este jogo não foi a melhor, porque se fosse teríamos ganho. Quando não se ganha a estratégia nunca é boa.”

O melhor momento do jogo
“O início da segunda parte foi muito bom e a reação ao golo também foi boa. Sem dúvida que em termos de consistência gostei mais do que fizemos no início da segunda parte.”

O apoio dos adeptos
“As pessoas sabem e nós não temos segredos. Sabem que nós trabalhamos com determinação e com ambição. Nós não somos imbatíveis. Há jogos que podem ser menos conseguidos, mas uma coisa é certa: houve atitude e a equipa procurou sempre o melhor.”



RESUMO DO JOGO

12 setembro, 2017

O PARADIGMÁTICO CASO DE MAREGA.


Façamos todos um pequeno exercício de memória e honestidade, recuando cerca de um ano atrás. Estávamos em Setembro de 2016, poucos meses depois do fim daquela que foi provavelmente a pior época do consulado de Pinto da Costa, 2015/2016, época em que a “cereja no topo do bolo” foi a final da taça perdida ingloriamente (e injustamente, é bom que se diga!) para o braga.

Para ajudar a compreender o que pretendo ilustrar neste post, vou citar alguns excertos de uma crónica escrita pelo site MaisFutebol após um jogo amigável realizado no final da época 2015/16, em 24 de Maio de 2016, num jogo frente ao Oliveira do Douro. Dizia assim o jornalista, Pedro Jorge da Cunha:

“(…) a exibição do atacante maliano até teria sido cómica, não fosse ele profissional, principescamente remunerado e com um contrato de longa duração.”

“Marega lutou, jogou com honestidade e limitações inacreditáveis para alguém que compete a este nível.”

“Podíamos falar das receções deficientes ou da precipitação na hora de rematar. Ou podíamos sublinhar a incapacidade de entregar uma bola jogável, a dois metros do colega. Mas tudo isso pode ser resumido num lance ocorrido a meio do segundo tempo. Em posição de tiro, no coração da área do Oliveira do Douro, Marega recebeu e... escorregou. O estádio reagiu com assobios e gargalhadas, Marega estendeu-se ao comprido no relvado.”
Sejamos completamente sinceros, mais de 95% dos Portistas (eu incluído) concordavam com essas palavras há um ano atrás, muitos de nós provavelmente até diziam coisas bem piores sobre o maliano.

A questão que coloco é muito simples: se há um ano atrás, alguém vos dissesse que em Setembro de 2017, Marega seria titular indiscutível num FC Porto vencedor dos 5 primeiros jogos do campeonato, sendo inclusivamente considerado o melhor em campo em alguns deles, como vocês reagiriam? Possivelmente, muitos de nós, soltávamos uma enorme gargalhada, dizendo que tal seria tão provável quanto vencer o euromilhões.

Dá que refletir como é possível, em apenas um ano, alguns jogadores que pareciam “mortos” no plantel, como Marcano, Aboubakar e Marega, serem agora tão importantes num inicio de época que tem corrido bem ao FC Porto.

15 pontos em 15 possíveis e a liderança isolada no campeonato dizem-me obviamente pouco, tendo em conta que ainda falta jogar praticamente tudo, quer a nível de campeonato, quer a nível das restantes competições onde o FC Porto irá entrar, mas há claramente sinais positivos, sobretudo do treinador. Os jogadores são exatamente os mesmos que todos nós vimos perder tudo nos últimos 4 anos. A diferença este ano só poderá estar em dois fatores: treinador e atitude da estrutura na denuncia das poucas-vergonhas constantes a que vamos assistindo semana após semana, isto porque os jogadores, estes são os mesmos dos últimos anos.

Independentemente de tudo isto, tenho a perfeita noção de que o futebol, por muito que filosofemos sobre determinado assunto, é o momento e sobretudo os RESULTADOS. É importante perceber como irá a equipa reagir quando chegar um resultado mau. Já tenho anos suficientes disto para ter quase a certeza que bastará uma série de 2 maus resultados (e o nível de dificuldade irá aumentar muito nos próximos jogos!) para muita gente colocar imediatamente tudo em causa, nomeadamente que Conceição só dá berros e apenas mete a equipa a correr ou então que o Marega tem uns “pés de tijolo”.

A consistência é muito importante, a capacidade de lidar com a pressão e com o insucesso são fatores fundamentais para se ganhar uma competição longa e de regularidade como um campeonato. Mas em abono da verdade, pelo que se tem visto, Conceição tem sabido lidar bem com as dificuldades que encontrou e que não se dissiparam com o mercado de transferências. Sejamos equilibrados e justos, mesmo e sobretudo quando chegar um mau resultado. Porque estando unidos todos, jogadores, treinador, dirigentes e adeptos, tudo se pode tornar mais fácil.

09 setembro, 2017

A GOLEADA DO SOFRIMENTO.


FC PORTO-CHAVES, 3-0

O FC Porto continua de vento em popa na Liga NOS. Em cinco jogos obteve outras tantas vitórias. Mas nesta noite, no Dragão quase a abarrotar pela terceira vez consecutiva, os azuis-e-brancos não se livraram de dois sustos que quase comprometeram os três pontos. Confuso? Eu explico.

Apesar do FC Porto ter conseguido um resultado folgado de 3-0, o empate esteve mais perto de acontecer do que se possa imaginar. Os portistas fizeram uma primeira parte uns bons furos abaixo do que seria de esperar e o Desportivo de Chaves, apesar de só contabilizar um ponto no campeonato até ao momento, deu excelente réplica.


Sérgio Conceição apostou no onze habitual dos últimos jogos com uma troca. Ricardo Pereira ficou no banco e Layún estreou-se mas com pouca produção. Aliás, o mexicano deve precisar de uma lavagem cerebral. Está irreconhecível. Miguel não defende, parece apático e não ataca como nos habituou. Ficou apenas o registo para o cruzamento que originou a grande penalidade perto do final. Muito pouco para um jogador a que me habituei a apreciar.

Foi preciso trabalhar muito para levar de vencida a equipa flaviense que a jogar, a um e a dois toques, é um regalo. Na primeira parte, o equilíbrio foi a nota dominante. Um FC Porto dominador mas pouco consistente e pouco perigoso. Um Chaves atrevido, com bom toque de bola e controlador a nível do meio-campo.

Ao intervalo, os Dragões tinham apenas o registo de um remate de Brahimi à figura do guarda-redes flaviense. O Chaves contabilizava um remate para defesa apertada de Casillas, anulado por fora-de-jogo. Muito pouco para um jogo da 1ª liga.


Para a etapa complementar, o técnico portista mexeu e mexeu bem. Corona, muito apagado e desgastado com dois jogos intensos que fez pela selecção mexicana, deu o lugar ao regressado Soares. Marega deixou de ser a muleta de Aboubakar e derivou para a direita. Depressa deu frutos esta mudança.

Aos 49 minutos, Soares endossou a bola a Brahimi e o argelino deixou passar sob a ameaça de um adversário. Aboubakar recebeu, fez um slalom e rematou contra Paulinho que enganou o guardião do Chaves.

Esperava-se então que o jogo pudesse ficar mais aberto e o FC Porto pudesse concretizar mais golos. Mas não. O Chaves cresceu e o FC Porto não conseguiu ser mais perigoso. Felipe e Soares ainda ameaçaram mas o Chaves em dez minutos falhou duas clamorosas oportunidades de golo frente a Casillas. Primeiro William aos 70 minutos e depois Galvão imitou o companheiro de equipa.

Sérgio Conceição lançou Otávio e A. André no jogo, retirando Aboubakar e Brahimi para equilibrar o meio-campo. Foi então que nos últimos minutos os Dragões tranquilizaram.


Aos 86 minutos, Soares concretizou uma recarga a uma grande penalidade por si convertida e dois minutos depois, Marega, a passe longo e soberbo de Óliver, rematou cruzado, fazendo o resultado final. Após sofrimento, apareceu a goleada.

Com este resultado, o FC Porto reassume a liderança da prova a par do Sporting, tendo um melhor goal-average que os leoninos.

Notas finais para as belas exibições de Marcano e Marega. Menos exuberantes e desinspirados estiveram M. Layún e Danilo com muitas perdas de bola e Corona completamente alheado do jogo.

A interrupção para compromissos das selecções afectaram alguns jogadores portistas mas o mal foi geral pois os adversários directos do FC Porto viram-se e desejaram-se para vencer os seus jogos. Não fosse a ajuda “divina” e a esta hora o Dragão estaria isolado na Liga NOS.

Os Dragões regressam este Domingo ao trabalho para preparar o jogo da 1ª Jornada do Grupo G da Champions League frente ao Besiktas que se vai realizar na próxima Quarta-feira. A Liga NOS regressa no próximo fim-de-semana com a visita dos azuis-e-brancos ao Estádio dos Arcos.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Triunfo justíssimo num jogo difícil”

Vitória difícil, mas justa
“Já sabia que ia ser difícil. O Chaves tem um bom treinador, boas individualidades e é uma equipa que vai seguramente fazer um campeonato tranquilo. Entrámos no jogo de uma forma algo irregular, que não tínhamos preparado, mas sobre isso há também que dar algum mérito ao Chaves. Foi uma equipa muito mais agressiva do que em jornadas anteriores, que bloqueou bem o nosso jogo interior…e nós pecámos um bocadinho na nossa fase de construção. Muitas vezes pensa-se que a culpa de não haver golos é dos avançados, mas não é assim. É mesmo essa primeira fase de construção que muitas vezes falha. E por causa disso nós chegávamos sem critério à última fase de decisão. Apesar de numa oportunidade o Chaves ter podido empatar o jogo, penso que é uma vitória justíssima do FC Porto, até porque nós também desperdiçámos algumas.”

O 11 e a titularidade de Layún
“Quando eu penso nos 11 jogadores que vão jogar de início, penso convicto de que esses 11 estão no máximo das suas capacidades. Não meteria um jogador que estivesse mais cansado para depois queimar uma substituição. Não faz sentido. Quanto ao Layún, posso dizer que tem trabalhado de uma forma fantástica, não foi à seleção, e eu tinha-lhe prometido antes do jogo em Braga que ele iria ser titular. Ficou connosco 15 dias, tal como o quarteto que hoje foi a nossa defesa, o que facilitou em muito o nosso trabalho.”

Baliza continua a zeros
“Não há segredos. Criar oportunidades tem a ver com o nosso início de construção de jogo e não sofrer tem a ver com a primeira zona de pressão que fazemos. É um trabalho de equipa que não podemos dissociar entre defesas e avançados. Hoje criaram-nos uma ou outra oportunidade, mas os adversários também têm qualidade. Obviamente que há coisas a melhorar, mas faz parte do trajeto natural de uma equipa.”


Jogo de quarta-feira não pesou
“Face a este jogo, o jogo da próxima quarta-feira tinha importância zero. Como viram, até tirei o Aboubakar, que não pode jogar na quarta-feira. O nosso foco era este jogo.”

Golos do trio avançado
“Fico contente porque vocês sabem que os avançados vivem de golos. Mas ficaria também contente com um golo de Casillas. Foi bom, fizeram os três golos, mas o importante é ganhar.”

Análise ao vídeoárbitro
“Sou pela verdade desportiva, sempre de acordo com o que é o jogo verdadeiro. Agora também é verdade que ontem ouvi o Vítor Oliveira [treinador do Portimonense] no fim do jogo com o Benfica a dizer que tem que haver um critério bem definido para as decisões do videooárbitro. Estou-me a lembrar que no segundo golo do Braga contra o Benfica não houve videoárbrito, nem linhas, e neste jogo houve. São as tais diferenças de critério. Não fico satisfeito quando estes erros afetam a nossa equipa e nós já tivemos quatro situações de penaltis claros, ditas no dia seguinte por ex-árbitros, em que não houve dúvida ou intervenção de videoárbitro. Há muita coisa a melhorar, mas nós esperemos que seja cada vez melhor.”



RESUMO DO JOGO

07 setembro, 2017

É COM ESTES QUE VAMOS À GUERRA!


O mercado fechou há precisamente uma semana e, como se foi prevendo com o passar dos dias, o nosso clube não contratou mais ninguém para além do Guarda-Redes Vaná. Desilusão para muitos, um desfecho já esperado e compreendido por outros.

Enquadro-me no segundo grupo, o que não invalida que não ache que o plantel precisava de um ou outro retoque e que isso era de elementar justiça para com o nosso Mister. Ainda assim, não fiquei surpreendido por não termos contratado ninguém, nem acho que isso seja o fim do mundo, bem pelo contrário.

Ora vejamos, na defesa as soluções, a meu ver, são até melhores do que na época passada. Temos 2 laterais para cada posição, sendo que Layun pode fazer os 2 lados e Ricardo é, como tem provado neste início de Época, um Upgrade em relação a Maxi. Nos Centrais temos o mesmo número de jogadores que tínhamos a temporada passada, mas parece-me que Diego Reyes é também uma melhoria em relação a Boly. Dir-me-ão, e com razão, que dificilmente teremos uma Temporada sem lesões nesse sector como na anterior, mas sem grande margem de manobra a nível financeiro e sendo que iríamos atrás de um eventual suplente, percebo que tenhamos ficado quietos em vez de comprar por comparar, gastar por gastar, como no caso do Central Francês que está neste momento emprestado aos Wolves.

No Meio Campo as coisas pouco mudaram. Perdemos Rúben Neves e ganhamos Sérgio Oliveira, sendo que não é uma “troca” direta dado que são jogadores que não jogam exatamente na mesma posição. Na minha opinião, um downgrade, até porque nunca achei que o Médio que esteve emprestado ao Nantes fosse jogador com qualidade suficiente para integrar um Plantel do FC Porto. Ainda assim, a saída do Rúben significa a venda de um enorme talento com grande margem de progressão, mas como já tive oportunidade de dizer aqui neste espaço, na atualidade tratou-se de um ótimo negócio e, factualmente, foi a saída de um jogador que foi suplente a Época passada e que, provavelmente, iria assumir o mesmo estatuto esta Temporada.

Na frente, saiu André Silva e entrou Aboubakar. Não me parece que tenhamos ficado a perder, sendo que o que disse sobre a venda do Rúben no que diz respeito à margem de progressão aplica-se também ao André. Perdemos também o Depoitre, sendo que aqui o perder é bastante relativo porque o Belga pouco ou nada contou, e ficamos com o Marega que é um jogador bastante versátil na zona mais adiantada do terreno. É verdade que se trata de um jogador com algumas limitações técnicas mas, francamente, entre ele e o Depoitre acho que não ficamos nada desfavorecidos, bem pelo contrário. Nos flancos é que me parece que estamos um pouco mais limitados, mantivemos os titulares Brahimi e Corona e fizemos regressar o emprestado Hernani. Bem sei que Otávio pode jogar pelas alas, sem render o máximo que pode render no meio, e que a posição também não é nada estranha ao Ricardo Pereira, mesmo assim, acho que nos falta aqui mais alguém para render os 2 habituais titulares pois a Época será exigente e desgastante.

Resumindo, na minha análise, não parece que tenhamos um Plantel inferior ao da Época passada. E é bom lembrar que na Época passada, mesmo com um Treinador medíocre, não fomos Campeões Nacionais porque as arbitragens tiveram um papel decisivo no Tetra do Regime. É por isso legítimo que com um Treinador substancialmente melhor, com uma Equipa unida e focada no objetivo, com um Clube que deixou de dar a outra face e que há largos meses combate o regime sem dó nem piedade e também com uma massa adepta mobilizada, galvanizada e optimista, possamos aspirar a ser Campeões Nacionais, a vencer as outras duas provas domésticas e a fazer uma boa prestação na Europa mesmo com um Grupo bastante equilibrado.

É verdade que não temos um Plantel perfeito, longe disso, também é verdade que tendo um pouco de azar com castigos e lesões ele pode tornar-se demasiado curto, mas não é menos verdade que, historicamente, sempre soubemos combater as fragilidades com garra, atitude e caráter e isso, ninguém o pode negar, esta Equipa e este Treinador já mostraram ter de sobra.

Para terminar, apenas uma pequena nota sobre a Seleção Nacional. Danilo Pereira foi titular na Hungria e, sem sobra de dúvidas, foi um dos melhores em campo como aliás acontece em quase todos os jogos que disputa. Espero que o facto de ter ficado no banco contra a modesta Seleção das Ilhas Faroé e ter jogado na exigente deslocação a Budapeste tenha significado que, finalmente, o Engenheiro Fernando Santos percebeu que os melhores são para jogar nos momentos mais importantes e que, para a posição 6, não tem melhor opção do que o Danilo Pereira por muito que haja quem nos queira mostrar o contrário.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira